10 civilizações antigas esquecidas
9. Cuche, no nordeste africano
Conhecido no Egito Antigo por sua abundância de ouro e de outros recursos naturais valiosos, a civilização Cuche (ou Kush) foi conquistada e explorada por seu vizinho do norte por quase meio milênio (de cerca de 1.500 a 1.000 aC).
Mas as origens de Cuche se estendem muito mais profundamente no passado: artefatos de cerâmica descobertos na região de sua capital, Kerma, datam de cerca de 8.000 aC. Sabe-se ainda que por volta de 2.400 aC, Cuche já ostentava uma sociedade urbana altamente estratificada e complexa baseada em sua desenvolvida agricultura em larga escala.
No século IX aC, a instabilidade no Egito permitiu que os cuchitas recuperassem sua independência. Mais do que isso, em um dos maiores reveses da história antiga, o feitiço virou contra o feiticeiro e Cuche, na realidade, conquistou o Egito em 750 aC.
No século seguinte, uma série de faraós cuchitas comandou um território que em muito superou os seus antecessores egípcios. Foram governantes de Cuche que reativaram a construção de pirâmides e garantiram que esses monumentos se disseminassem por toda a região. Historiadores mais recentes chegam a mencionar que houve um movimento de “Renascimento” ao se referirem a esse período de Cuche.
Eles acabaram sendo expulsos do Egito por uma invasão assíria, que encerrou séculos de intercâmbio cultural entre egípcios e cuchitas. Estes fugiram para o sul e se restabeleceram na região de Meroe, na margem sudeste do Rio Nilo. Em Meroe, os cuchitas romperam de vez com a influência egípcia e desenvolveram sua própria forma de escrever, agora chamada meroítica. O que aconteceu a parir daí continua sendo um mistério. O pouco que sabemos após a ruptura dos cuchitas com o Egito é que o último rei de Cuche morreu em 300 dC, embora o declínio da civilização e as razões exatas para o seu fim permanecem uma incógnita para os historiadores.
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